27 de julho de 2026
Contra o machismo, contra a violência, contra a misoginia e o racismo.
Pela igualdade!
#25dejulho #terezadebenguela #protagonismonegro #seperj
No documento entregue à Carmen Lúcia, o Sepe lembrou da relevância social do julgamento em curso no STF, lembrando que a valorização dos profissionais da Educação constitui fundamento expresso da Constituição Federal e requisito indispensável para a efetivação do direito à Educação Pública de qualidade.
Também assinalamos que a chamada Lei do Piso foi concebida justamente para estabelecer um patamar mínimo de dignidade remuneratória aos docentes da Educação básica, sem que isso implique a destruição das carreiras construídas ao longo de décadas de mobilização e negociação coletiva. Assim, interpretar o Piso Nacional como mero valor inicial a ser absorvido pelas tabelas salariais, sem repercussão sobre as demais referências da carreira, significa promover o achatamento remuneratório, eliminar progressões conquistadas e desestimular a permanência dos profissionais na rede pública.
Lembramos que o julgamento do Piso no STF, iniciado ainda no mês de dezembro do ano passado no plenário virtual do STF, se encontra paralisado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Participe e some na luta!
O Sepe somos nós! Nossa força e nossa voz!
Intitulada “Nossos passos, nossos olhares, nossas vozes vêm de muito longe!”, a proposta da arte-educadora Dione Souza Lins foi a escolhida em votação popular realizada nas redes sociais do Sepe. Para a criação da obra, a artista utilizou referências da arte indígena contemporânea, valorizando a ancestralidade, a resistência e a diversidade das mulheres.
“Nossos passos, nossos olhares, nossas vozes vêm de muito longe! Este é o título da proposta aprovada em edital do Sepe, em abril, para a execução de um mural (instalação artística) que aborda o Dia Internacional da Mulher – o 8M.
Realizado na parte interna do Colégio Estadual Antônio Prado Júnior, na Praça da Bandeira, com técnica mista (pintura, colagem, lambe lambe e graffiti).
Como professora artista adquiri, ao longo da minha trajetória, referências em muitas mulheres artistas. Neste projeto, destaco a obra de Carmézia Emiliano, da arte contemporânea indígena.
Começo com a proposta de representar e destacar o papel da mulher professora, na nossa sociedade, como ancestral e por isso a referência na obra “Aprendendo” de Carmézia Emilano, 2020, a qual representa um espaço de aprendizagem numa aldeia indígena. Emiliano é de etnia Macuxi e no quadro de giz em sua obra aparece a palavra vovó e sua correlação na língua Macuxi e acrescento a palavra que expressa o sentido de Professora/Educadora também em Macuxi.
Ao mesmo tempo, na obra, além de crianças aprendendo, estão grupos de indígenas trabalhando nos dando a ideia de que o momento de aprendizagem na escola/educação faz parte do cotidiano de forma ampla, coletiva, inter e transdisciplinar. Destaco no painel a tecelagem com a juta (tecido brasileiro) e com um fio que tece e percorre o tempo que carrega memórias, chegando aos nossos tempos com uma mulher artista do graffiti (o lambe é feito a partir da fotografia da artista grafiteira Thainá Soares)
No centro, uma mandala com formas orgânicas pintadas, olhos e bocas de mulheres (em lambe lambe), representando nossos olhares, nossas vozes no mundo. No centro da mandala, o Sankofa, que faz parte de um conjunto de ideogramas chamados Adinkra – de origem africana, representado por um pássaro que volta a cabeça à cauda. O símbolo é traduzido por: “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”. Aqui, representa a importância de aprendermos com quem veio antes de nós para fortalecer a nossa luta, seja na escola, no sindicato, na vida.
A mandala e grafismos indígenas são usados através do stencil (graffiti), na composição que apresenta a cor roxa no fundo e as cores das bandeiras de luta nas questões de gênero e na defesa dos direitos LGBTQIAPN+.
Na execução do painel, convidei o amigo e camarada Ricardinho que contribuiu com sua experiência em arte urbana e graffiti, me ajudando a colocar em prática este projeto.”
Na pauta da reunião de hoje, informes de conjuntura e da luta das(os) aposentadas(os) e uma avaliação do trabalho da Secretaria neste ano.
NOTA DA DIREÇÃO COLEGIADA DO SEPE NÚCLEO DE ITABORAÍSobre a 6ª Convocação do Concurso Público 001/2024
A Direção Colegiada do SEPE Núcleo de Itaboraí vem a público se manifestar sobre a 6ª convocação dos candidatos aprovados no Concurso Público 001/2024 da Secretaria Municipal de Educação de Itaboraí.
Lutamos historicamente pela realização deste concurso público e pela efetivação das convocações. Entendemos que a entrada de novos servidores é fundamental para garantir o direito à educação pública de qualidade para os filhos e filhas da classe trabalhadora do nosso município.
No entanto, destacamos que a convocação por si só não resolve os problemas estruturais da Rede Municipal de Educação. A realidade nas escolas ainda é marcada por:
- Condições mínimas estruturais de trabalho precárias
- Prática recorrente de assédio moral
- Falta de valorização dos servidores públicos municipais da Educação
- Ausência de perspectiva de um PCCR que garanta de fato progressão na carreira
O SEPE Núcleo de Itaboraí reafirma seu compromisso com os servidores públicos municipais da Educação e com a melhoria da educação pública que atende à classe trabalhadora de Itaboraí.
Reforçamos que as convocações são apenas uma das etapas necessárias. A rede pública municipal de Itaboraí encontra-se em estado de greve e convoca toda a categoria para a Assembleia Geral no dia 18 de agosto de 2026, com meia paralisação reivindicatória.
É nas ruas e na luta organizada que garantimos nossos direitos.
Direção Colegiada - SEPE Núcleo de Itaboraí
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